Escolher um detector de gases fixo adequado é importante. Definir corretamente onde ele será instalado é igualmente importante.
Isso acontece porque o detector só consegue identificar aquilo que efetivamente chega até o seu sensor. Se uma concentração perigosa se formar em uma região da planta e o gás não alcançar o ponto monitorado dentro do tempo necessário, possuir um bom equipamento não resolve sozinho o problema.
O posicionamento dos detectores, portanto, precisa fazer parte do projeto de segurança desde o início.
Existe uma altura padrão para instalar um detector de gases?
Não existe uma única altura que sirva para todos os gases e todas as instalações.
A densidade do gás em relação ao ar ajuda a compreender seu comportamento e é uma variável importante na definição da posição dos sensores. Mas analisar apenas se determinado gás é mais leve ou mais pesado que o ar pode simplificar demais uma situação real.
Temperatura, ventilação, correntes de ar, obstáculos, fontes de emissão e características físicas do ambiente também interferem na dispersão.
É por isso que a instalação precisa ser analisada de acordo com as condições específicas da área e do processo.
O ponto de vazamento precisa entrar no cálculo
Imagine uma sala com diferentes tubulações, válvulas e equipamentos.
Distribuir sensores de forma visualmente uniforme pelo ambiente pode parecer uma solução lógica, mas não necessariamente contempla as regiões onde um vazamento possui maior probabilidade de ocorrer.
Um projeto técnico avalia as fontes potenciais de liberação e relaciona essas fontes ao comportamento esperado do gás e às condições da instalação.
Em determinadas aplicações, detectar o evento próximo à origem permite uma resposta mais rápida. Em outras, também será necessário considerar regiões de acúmulo, circulação ou ocupação.
A ventilação pode mudar o comportamento do gás
Um ambiente industrial não é uma caixa parada.
Existem exaustores, insufladores, sistemas de climatização, aberturas, portas, equipamentos que produzem calor e correntes de ar provocadas pela própria operação.
Tudo isso interfere na dispersão de gases e vapores.
Um sensor instalado considerando apenas a posição física do equipamento de risco, mas ignorando uma corrente de ar constante, pode acabar monitorando uma região diferente daquela onde a concentração tende a se formar.
Por isso, o levantamento do ambiente vem antes da decisão final sobre os pontos de detecção.
Obstáculos também podem criar pontos cegos
Paredes, vigas, máquinas, dutos, divisórias e outras estruturas podem alterar o fluxo de ar e favorecer regiões de concentração.
Em instalações existentes, esse problema merece atenção especial porque uma planta raramente permanece exatamente igual durante toda a vida útil do sistema.
Máquinas são substituídas. Novos equipamentos chegam. Áreas recebem fechamento. Sistemas de exaustão são alterados. Layouts produtivos mudam.
O detector continua no mesmo lugar, mas o ambiente ao redor dele pode já não ser o mesmo.
Colocar mais detectores resolve?
A quantidade de sensores deve ser consequência da análise de risco, e não um substituto para ela.
Adicionar equipamentos indiscriminadamente pode aumentar custos de instalação e manutenção sem necessariamente eliminar os pontos cegos mais importantes.
Por outro lado, reduzir a quantidade de sensores sem considerar adequadamente a cobertura necessária também compromete o objetivo do sistema.
O equilíbrio está no projeto: identificar os cenários relevantes e definir quantidade, tecnologia e localização dos detectores de acordo com eles.
O sistema também precisa informar onde o problema aconteceu
Em instalações com diversos pontos de detecção, saber que existe um alarme é apenas parte da informação necessária.
A equipe também precisa identificar onde o evento está ocorrendo para tomar uma decisão adequada.
Por isso, sistemas de detecção podem trabalhar com identificação individual dos pontos, centralização das informações e diferentes lógicas de alarme, permitindo que a resposta operacional seja direcionada para a área correta.
Esse tipo de arquitetura se torna especialmente importante em instalações maiores ou com múltiplas zonas monitoradas.
Quando rever a posição dos detectores?
A posição dos sensores merece uma nova análise sempre que houver alguma alteração relevante nas condições consideradas pelo projeto inicial.
Mudanças de layout, novos equipamentos, alteração de processos, modificações no sistema de ventilação, novas fontes de gás ou expansão das áreas operacionais são alguns exemplos.
Também vale investigar instalações antigas nas quais a empresa já não possui documentação clara sobre os critérios utilizados originalmente.
A EDMAX atua no levantamento de riscos, análise do ambiente, dimensionamento, fabricação, instalação e manutenção de sistemas de detecção de gases. Dessa forma, o detector é tratado como parte de uma solução completa, e não como um equipamento isolado.
Um detector de gases fixo precisa estar onde o risco realmente pode aparecer e importante ter uma avaliação técnica. E essa é uma decisão que começa no projeto.
